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Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007

A Visão da Inteligência

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  E prontos lá me safei...

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  Ao contrário do que estava à espera os tipos eram simpáticos e acessíveis, e estavam realmente interessados no nosso produto. Quase que nem tive de me esforçar, correu tudo às mil maravilhas.

  Só não entendi aquela do meu colega ter aparecido na reunião com óculos. Ora pra vocês pode não ser estranho mas para mim que sei que ele não os usa nem precisa deles foi um pouco esquisito.

  Até tive de me servir de um bom Port Dalva 1940 House Reserve pra me conseguir conter.

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  Quer dizer, o tipo não precisa de usar óculos, não tem por isso prescrição médica para o efeito e mesmo assim aparece na reunião com óculos postos na tromba! Eh pah, desculpem a curiosidade mas, eu tinha mesmo de lhe perguntar, porquê!?

  -"Ouve lá, mas porque carga de água é que estás a usar óculos?"

  -"É que se eu usar óculos, faz-me parecer um gajo mais inteligente, e depois daquele episódio no Porto, queria mudar a imagem e impressionar!"

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  E eu pensei... este tipo quer parecer mais inteligente usando óculos?! Foda-se, este gajo é um burro. Estou mesmo quilhado. Quer dizer, agora um tipo para ser inteligente tem de usar um computador, uma caneta de qualidade, tomar um "expresso" e ser detentor de um par de óculos, é isso? Mas que porcaria de parceiro que me foram arranjar.

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  Primeiro embebeda-se antes da viagem à frente dos representantes e depois aqui mete uns óculos para parecer mais inteligente... Vou procurar um buraco pra me enfiar!

  Mas antes disso, a pergunta continuou a martelar-me na cabeça... Porquê? Ele realmente podia não ser muito inteligente mas essa é uma ideia que está mais ou menos generalizada. Quem usa óculos, parece mais inteligente.

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  Porque é que nós pensamos que uns meros óculos nos fazem parecer mais inteligentes?

  Será das horas intermináveis de leituras e estudos e de pesquisas que aquela pessoa supostamente fez e que lhe "estourou" com as órbitas, sendo essa a razão pela qual elas precisam de usar óculos? Meus amigos, reparem... isto é apenas um instrumento correctivo, OK? Nada mais... não é por isso que vocês ficam mais inteligentes!

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  Digam-me lá, se vocês virem alguém com um aparelho auditivo enfiado na cera dos ouvidos, vocês não pensariam:

  -"Olha, ele deve ter estado a ouvir coisas mesmo boas durante muito tempo... Este sim, é que ouviu e bastante! Deve ter ouvido muita coisa importante e interessante..."

  Não, o que aquele aparelho significa é que ele está surdo. Ele não consegue ouvir, OK?!... ESTÃO-ME A OUVIR?... ALGUÉM?!... ... HELLOOOOOOOOOOOOOOO!... ... ...

  Foda-se!... Não está aqui ninguém!

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eh pah, sinto-me: satisfeito e aliviado
Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007

A Reunião de Trabalho

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  As reuniões de trabalho parecem sempre que nunca mais acabam, principalmente quando és tu que estás a apresentar algum projecto a pessoas que não conheces o perfil, nem a sua forma de estar e de pensar.
  Pois bem, é isso que me espera amanhã...

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  Neste tipo de reuniões nunca sabemos ao certo se o tempo de que dispomos para finalizar a apresentação é ou não o correcto.

  Estamos sempre a perguntar-nos enquanto olhamos para os tipos e tentamos vislumbar as reacções deles através dos pequenos tiques nas caras. Mas estes tipos, são muito diferentes. Os ingleses nunca deixam transparecer aquilo que pensam e são capazes de estar ali a aguentar tremenda seca de várias horas sem esboçar um movimento, nem mesmo da sobrancelha...

  Tentas em vão descobrir se eles estão aborrecidos ou atentos, desiludidos ou interessados.

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  -"Será que me devo alongar em explicações mais pormenorizadas ou isto já está a ficar fastidioso? Se eu abreviar a apresentação, será que eles nos vão achar pouco rigorosos?"

  E continuas...

  -"Será que já fiquei sem tempo? Como é que estamos de tempo e paciência aí por esses lados, Ahhh?!... What?... What's the time? Ele quer saber que horas são? Alguém sabe-me dizer as horas? Se calhar já é tarde! Digam alguma coisa? Façam-me um sinal! Vá lá!..."

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  Quer dizer, e tu só não queres é que eles pensem e comentem entre si o seguinte:
  -"Será que devo estrangular este tipo ou, será que vamos fazer uma pequena pausa agora? Será que ele aguenta mais um pouco? Ele está a conseguir um belíssimo trabalho em humilhar-se a si próprio. Por mais um pouquinho, seria uma verdadeira tareia! É isso... vamos ficar a assistir, old fellow..."

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  Eu tenho que vos dizer, eu estou a pensar em tudo isto antes de uma apresentação que vou ter amanhã perante um grupo de especialistas e potenciais compradores de serviços da empresa que represento, e... eh pah, sinto-me um pouco nervoso... sinto ali um receiozinho.
  E não consigo deixar de pensar na situação em que levava comigo um taco de basebol e começava a partir aquela merda toda se aquilo começasse a correr pro torto. E não excluía mandar umas pantufadas no CEO dos gajos se ele rejeitasse a proposta...

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  -"Sorry, but we really have no interest on that."

  O tipo a acabar de dizer aquilo e eu:

  -"Rais m'a partam se não vai ser mesmo em cheio no meio da tua tola... PLOMMMMM!..." - (sinos a tocar)

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  Eina kum-filho-da-puta, pah... era o descalabro total, nem quero imaginar! Foooda-se!...

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  Desculpem lá isto, mas é que eu quando estou nervoso em vésperas de algo importante e com medo de meter as patas, faço sempre estes filmes na minha cabeça. Acreditem ou não, ajuda-me a aclarar as ideias e a arrumar tudo dentro da minha cabeça.

  É como se deixasse de fazer retenção anal e mandasse toda a porcaria cá pra fora. Se eu o fizer, a probabilidade das coisas correrem bem sobe a pique...

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eh pah, sinto-me: nervoso

Distâncias

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  O frio por aqui é incrível e temo mesmo que os meus delicados e rosáceos apêndices do meu corpo possam cair ao chão e eu não seja sequer capaz de me dar conta disso.

  Tenho andado muito atento a esse tipo de pormenores.

  É claro que estou a falar das minhas orelhas e do meu nariz... em que é que estavam a pensar?! Ahhh... mentes sujas!

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  Pois é, e estava ontem a falar com uns amigos portugueses que aqui residem acerca do mundo fantástico em que vivemos, no sentido em que é para mim absolutamente incrível que nós, hoje em dia nos possamos mover milhares de quilómetros para outra cidade ou para outro país, e poder fazê-lo num ápice.

  E eles diziam-me que encaravam isso com naturalidade e que nem sequer pensavam muito nisso. Eles simplesmente metem-se no avião e, tcharan... Estão lá, e ficam a viver lá.

  Como quem diz, há duas horas estavam em Portugal e agora, vivem aqui e... Pronto! Têm aqui a sua vida, vão ali ao Coffee Shop que os atendeu no dia anterior sem sequer imaginarem que aqueles individuos percorreram distâncias avassaladoras...

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  Quer dizer, e eu ponho-me às vezes a pensar naqueles pobres exploradores do tempo das descobertas ultramarinas. Eles levavam anos para lá chegar e atravessavam toda aquela imensidão de terra e água. Agora, as pessoas percorrem milhares e milhares de quilómetros só para irem passar uns míseros 15 dias de férias às Caraíbas.

  Eu penso que nenhum dos nossos navegadores deve ter feito algo assim de semelhante, não acham?
  Se alguma vez o tivessem feito, só posso imaginar como teria sido escrito o diário da viagem:

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  -"Sim, levou-nos uma década a chegar a estas terras magníficas, e... nós ficamos para o Verão. Foi muito agradável. Nós tinhamos uma piscina, os miudos adoraram. E depois viemos embora há cerca de dez anos atrás e acabamos agora de chegar da viagem. Nós tivemos umas férias de Verão fantásticas, mas demorou-nos 20 anos e agora as nossas vidas acabaram."

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eh pah, sinto-me: distante
Sábado, 27 de Janeiro de 2007

Ganhar Tempo

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  E pronto, eis que já cheguei a terras da coroa britânica e a viagem correu bem à excepção dos horários, claro... A pontualidade nesse aspecto não foi tipicamente britânica e pra variar partimos atrasados em relação ao horário originalmente anunciado.

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  O piloto, muito solícito, no momento da descolagem, informou pelo sistema de som que iria tentar recuperar o tempo perdido, em pleno voo.

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  Ora muito bem,, sim senhor... ouviram-se uns vivas de regozijo lá mais à frente e de resto, tudo normal. A não ser por umas cócegas que eu insistentemente andava a sentir logo após ter ouvido aquela mensagem.

  -"Então mas o que é que o piloto quis dizer com aquilo de ganhar tempo? Espera aí, mas... isto é muito interessante. Nós vamos ganhar tempo. Então é por isso que nós temos de acertar o relógio quando aterrarmos no destino. Ganhamos tempo... Bem visto."

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  O único senão nesta possível explicação é que aqui em Inglaterra, a hora é a mesma que marca em Portugal, portanto não serve. Esta explicação não é válida...

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  Então continuo ali dedicadamente a matutar nas palavras do piloto. O que é que ele quis dizer com aquilo? Até que de repente se fez luz na minha mente:

  -"Claro... só pode ser isso... quando eles dizem que vão ganhar tempo, obviamente o que eles fazem é aumentar a velocidade do avião! Lógico!"

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  Agora, perante isto, a questão que eu coloco é a seguinte.

  Se nós podemos ir ainda mais depressa de maneira a ganharmos tempo, então porque é que nós não vamos sempre o mais depressa possível, em todas viagens?
  Quer dizer, não é que a gente vá encontrar a polícia lá encima... não vamos ver a bófia na patrulha e a vir-nos multar por excesso de velocidade! Não é?!

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  Não entendo isto. Por mais que tente, não consigo perceber esta gente.

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  -"Pah... dá mais gás nessa merda! Quero chegar lá antes do anoitecer. Afinal de contas, nós estamos a voar!... Dahhhh."

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  Nota: A imagem está desfocada devido à velocidade a que íamos.

  É que nós ganhamos mesmo muito tempo, pah!

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eh pah, sinto-me: intrigado
Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2007

Bêbados

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  Estava eu hoje num almoço de trabalho e tendo o dito corrido bem, no final aquilo assemelhava-se mais a uma espécie de almoço festivo com brindes para cá, garrafas de verde-branco para lá... do que propriamente trabalho.

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  E é nessa altura, no meio dos comes e bebes, mais nos bebes que nos comes, que subitamente reparo que o tipo que trabalha comigo na empresa e que estava sentado mesmo ao meu lado esquerdo está perdidinho... de bêbado!

  Quer dizer, como é que é possível?!... O gajo deve ter bebido antes de termos ido para o almoço, de certeza. Só pode ter sido isso!

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  Eh pah, e logo eu que detesto estar ao pé de bêbados, foooda-se! Não é por nada mas, eles ou te estão a dizer o quanto gostam muito de ti e o quanto tu significas na vida dele ou então... gritam ao teu ouvido o quanto eles te odeiam.

  E no fundo estas são as duas expressões que mais me assustam, não é? Amor profundo ou ódio extremo...

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  Mas eu acho que ele vai ficar bem, até porque fiquei sem saber exactamente o que é que ele sentia por mim.

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eh pah, sinto-me: sóbrio
Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007

Falhar o Check-In

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  Como já tive oportunidade de dizer, voar não me põe particularmente nervoso.

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  Conduzir até ao aeroporto, é que me põe extremamente nervoso, porque quando viajas de avião, tu tens de chegar a tempo de o apanhar porque se o perderes, não tens alternativa.

  Cá em baixo, no chão, tu tens opções. Tu tens autocarros, tu tens taxis, tu tens comboios. Mas, quando tu compras um bilhete de avião, se tu falhares e perderes o voo, prontos... não há nada a fazer. Ficas assim como que... na merda.

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  Não existe - pelo menos eu não conheço - nenhuma transportadora aérea que te diga:
  -"Bom, você perdeu o avião, mas nós temos aqui um canhão que deve partir dentro de cerca de 10 minutos. Estaria interessado nisto? Não é um canhão directo, você teria de mudar de canhão depois de aterrar, mas é o melhor que se pode arranjar."

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  E então preparavas-te, fazias o check-in, dirigias-te ao canhão que estava à tua espera e um operador de canhões de Trás-os-Montes perguntar-te-ía:

  -"Oh faxavore... Qual é mesmo o seu local de destino? Paris?" - enquanto tranca o canhão.
  -"Não, não... Londres!"

  -"Ah, Londres?!... Desculpe, é que eu ouço mal, isto dos tiros dá cabo dos tímpanos. Espere só um segundinho..." - enquanto aponta o canhão na direcção de Londres.
  -"Pronto, Londres. é mais ou menos isto, Londres... se não for mesmo Londres fica lá perto. Inglaterra, de qualquer forma. Você deve acertar em Inglaterra, isso com toda a certeza... garantido. Está pronto?"

  -"Ahh... eu, eu... ach!... (glup)"

  -"Só um ultimo conselho, quando aterrar, faça por sair imediatamente da rede, porque nós disparamos a bagagem logo a seguir a si."

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eh pah, sinto-me: a voar
Terça-feira, 23 de Janeiro de 2007

O Medo de Voar

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  Brevemente terei de dar uma nova escapadela a terras de Sua Majestade (vénia) só que isso vai implicar o ter de andar de avião.

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  Ora bem... eu não tenho medo de voar, embora haja muita gente que padece desse medo, e eu não consigo encontrar argumentos suficientes contra.

  Eu acho que o medo de voar é bastante natural e é compreensível, porque os seres humanos simplesmente não conseguem voar. Não fomos dotados de asinhas como os passarinhos que nos permitisse voar de forma natural.

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  Os Humanos têm medo de voar da mesma forma que os peixes têm medo de conduzir. Experimentem pôr um peixe atrás do volante, e ele diria:

  -"Isto não está bem. Não sei explicar... mas acho que não devia estar fazer isto. Definitivamente, eu não devia estar aqui. Mas que caralho é que estou pr'aqui a fazer... ... Socorro, socorro, água, água... quero água!..."

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  Acordo do meu sonho imterrompido por uma simpática hospedeira de bordo que me estende o braço entregando-me um copo:
  -"Aqui tem a sua água, cavalheiro."
  -"Ahh, muito obrigado."

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eh pah, sinto-me: ansioso
Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007

A Fome

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  Quando uma pessoa tem fome, muda completamente a sua maneira de ser. A fome pode ser um factor de alteração profunda da nossa personalidade.

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  Entre outras coisas, a comida é fundamental para a nossa sobrevivência e não é possível viver-se sem comer. Se a fome for persistente e duradoura pode, em momentos críticos obrigar as pessoas a actos desesperados e a fazer coisas inimágináveis.

  E a prova disso mesmo é a existência de um fenómeno chamado de canibalismo.

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  Muitos dirão que a parte mais dificil em ser canibal é a parte da refeição. Logicamente é essa a principal característica que define um indivíduo que é canibal de um outro que não o é, ou seja, diz-me o que comes e dir-te-ei o que és.

  Neste caso, e ainda que este pensamento seja repugnante e tenha alguma relutância em falar dele, lá faço um esforço e tento imaginar como seria a hora da refeição dos canibais:

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  -"Eh pah, isto é bom, quem é este? Eu gosto desta pessoa".
  -"Olha, é a tua sogra!"
  -"A sério?!... Porra, afinal só nestas alturas é que damos conta do quanto gostamos das pessoas sem o saber."

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  Mas se vocês pensam que a parte mais difícil de um canibal é esta, então estão muito enganados.
  Para mim, a parte mais difícil é o de nunca conseguir pregar olho descansadinho, não é?!... Nunca mais se é capaz  de ter um sono tranquilo e profundamente reparador.

  Isto Porquê? Aposto que já estão a prever qual será a razão!

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  Por exemplo, se fossem vocês que estivessem ali deitadinhos a tentar dormir, estariam sempre a acordar repentinamente por qualquer barulho que ouvissem. Um barulhinho que fosse, mesmo que sussurrado seria o suficiente pra vos acordar em completo estado de pânico:

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  -"Que barulho foi este?? Quem está aí?... Quem está aí? Está aí alguém? - e uma figura aparecia à tua frente.

  -"O que é que tu queres? O que é que queres, hamm? Pareces esfomeado, estás com fome?... Sai já daqui pra fora, pah!... Malandro; a querer comer-me!"

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eh pah, sinto-me: com fome
Domingo, 21 de Janeiro de 2007

Transplante de Cabelo

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  Denoto com alguma tristeza que o meu couro cabeludo começa a padecer de ligeira desertificação pilosa. A idade avança e as ditas entradas também, de forma impiedosa.

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  Acho que é normal, mas também é normal nós homens encararmos esta situação com alguma preocupação, numa altura em que a imagem é cada vez mais importante na vida das pessoas.

  A propósito disso, tenho dado maior importância, após o banho, àqueles pelos que ficam tristemente caídos e agarrados à espuma resultante do próprio banho e dei comigo a pensar:
  -"Bolas, tenho de fazer alguma coisa... tenho mesmo de agir, caso contrário poderei a prazo ficar sem cabelo."

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  Fiz uma pequena pesquisa na internet e cheguei à conclusão de que no caso de a coisa correr mal poderei ainda assim recorrer ao implante de cabelo.
  Sim, meus amigos isso é hoje uma realidade e facilmente poderemos perceber que o cabelo que estava na espuma do teu banho de imersão hoje,
poderá estar na tua cabeça amanhã... sim... isto é verdade!

  Só ainda não sei como é que eles o fazem nem de que forma procedem à recolha do referido cabelo. Provavelmente e isto é apenas especulação baseada nos meus parcos conhecimentos sobre transplantes, eles devem fazer da seguinte maneira:

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  Eles mandam um tipo tomar banho, recolhem a espuma que sobra do banho, vão a correr rapidamente para um helicóptero, e... sabem como é, pra manter a espuma activa e impedir que ela seque e desapareça usam um sistema especial de suporte e manutenção de espuma de banho.

  Se as coisas correrem mal e não forem suficientemente rápidos na recolha ou não utilizaren convenientemente esse suporte de manutenção da espuma, ao chegarem ao local onde se procederia ao transplante, apenas poderão constatar:

  -"Eh pah, nós temos o cabelo mas eu acho que perdemos o Sanex."
  -"Porra... Realmente não há aqui Sanex nenhum... e agora?!"
  -"Agora, olha... temos de arranjar mais cabelo porque este já não vai dar. Vai ser rejeitado."

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  E no fundo esta é outra das preocupações que me ocorrem que é a possibilidade de rejeição do próprio implante.
  Mas será mesmo possível que uma cabeça possa rejeitar um transplante de cabelo? Pergunto eu que não percebo nada disto!...

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  Quer dizer o tipo está ali, após ter-lhe sido implantado cabelo e de repente... Bink!

  O pelo é rejeitado e solta-se dos folículos capilares. De um só movimento, o ar condicionado faz com que o cabelo voe da cabeça que o rejeitou ... ... e vá aterrar encima do iogurte de alguém...

  Porra.

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eh pah, sinto-me: pouco cabeludo
Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2007

Os Casamenteiros

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  Conhecem aquelas pessoas que gostam de fazer o papel de casamenteiras?

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  Eu não sei se conhecem mas eu não só conheço, como há muitos anos atrás, fui alvo desse tipo de acção, no mínimo, bastante bizarra e tremendamente embaraçosa.
  Tu és empurrado pr'aquela miuda enquanto ouves a casamenteira dizer aos teus ouvidos:
  -"Vá... vai lá... ela faz mesmo o teu género. E eu até ouvi dizer..." - e esta parte, meus amigos, esta é a parte problemática da questão porque nem sempre o que se ouve dizer, é sinónimo de verdade - "... eu ouvi dizer que ela gosta mesmo de ti!"

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  Pois é...

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  Se porventura, estiver alguém a ler isto, que alguma vez tenha feito algo assim de semelhante, pois bem... não faça mais esta brincadeira, pois pode ser mesmo uma experiência muito traumática para quem está envolvido, ok?

  Pronto... estamos então combinados!

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  Mas o que é que leva esta gente a fazer isto? O que é que impele as pessoas a tentar fazer casalinhos? O que é que as move nesse sentido? Foi esta a pergunta que me perturbou durante algum tempo após ter passado por esse fiasco!
  Porque o fazemos? Porquê?...

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  Bom... para quem o faz, e se fosses tu a fazer, tu pensarias para ti que, eles vão passar um bom momento juntos, quem sabe até não começam a namorar e eventualmente, sei lá, quem sabe até talvez casar... (onde é que eu já ouvi isto?!).

  E no fundo, tu também acabas por ter a tua dose de paternalismo enfadonho em que te sentes bem contigo próprio, e acabas por ter também a tua pequena viagem ao mundo do Poder, não é?... Sentes-te poderoso com aquilo que fizeste, ou seja fazer de Cupido entre dois pombinhos que acabam por arrolhar (gosto muito desta palavra e nunca tinha tido até agora a oportunidade de a utilizar aqui... arrolhar - mas que bela palavra esta - arrrrrolhar... o que eu curto à brava esta expressão... ... dá a sensação de que estamos a meter rolhas num qualquer lugar deveras apertado, não é?! Com aquele som característico do enrolhamento!... - a propósito, se a boca é maior do que o rabo, porque é que o supositório é maior que o comprimido?!... ... bom, adiante).

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  Tu sabes que esse Poder que tu sentes advém do facto de que tu... encarnaste, nada mais nada menos que o papel de Deus...

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  E é claro que se nos pusermos a pensar nisto, facilmente chegamos à conclusão de que... Deus foi porventura, o primeiro casamenteiro que existiu à face da Terra.

  Ninguém me tira da ideia que foi ele quem fez o "arranjinho" entre o Adão e a Eva. Estão a ver a coisa?!

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  De certeza que ele disse assim para o Adão:
  -"Eh pah, ela é muito simpática. E para além disso ela é detentora de um espirito bastante livre acerca do seu próprio corpo... (observando ao longe Eva nos seus afazeres), não é?... Não usa assim muita roupa... Ela antes saía com uma cobra, mas eu acho que esse relacionamento já terminou."

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eh pah, sinto-me: casamenteiro
Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2007

Na Saude e na Doença

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  Eu acho que a melhor parte da relação entre um casal é quando tu estás doente.

  E a melhor parte de estar doente é quando tu estás casado.

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  Não entendem? Eu passo a explicar.

  Se eu estivesse - como aliás até estou - para casar, todos estes votos que se dizem; na riqueza e na pobreza, para o melhor e pro pior... no fundo para mim já me bastaria só aquela parte da saude e na doença! Tudo o que eu preciso é da parte da doença.

  Isso, para mim, é que é a parte mais importante.

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  -"Tu aceitas este homem na doença?"

  É a única altura em que eu preciso de alguém lá. O resto do tempo, sai, vai dar uma volta, faz o que entenderes, mas... se eu começar a espirrar, é bom que tu estejas lá.

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eh pah, sinto-me: melhor com os antibióticos
Terça-feira, 16 de Janeiro de 2007

Homofobias

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  A propósito de um post por mim recentemente publicado denominado de "O Complexo da Nudez", houve quem expressasse o desagrado de não ter lá também postado homens a acompanhar as jeitosas que lá estão igualmente em trajes menores.

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  É claro que me defendi da maneira mais óbvia e tola possível, dizendo que:
  -"Ah e tal, isso seria um pouco roto e não quero atrair pr'aqui rabeta alheio em busca desenfreada por material com o qual se possa aconchegar naquelas horas mais solitárias" - se é que me faço entender.

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  Mas depois, ao pensar melhor sobre esta questão, cheguei à conclusão de que se calhar o que eu e uma grande maioria dos homens portugueses sofrem, é de uma terrível mas inegável homofobia. É isso...

  Eu não publiquei nenhuma foto de homens nús porque eu padeço desse preconceito. Eu que nada tenho contra a homossexualidade e tenho até orgulho (que não gay) de ser bastante liberal no plano dos costumes e na abordagem que faço do sexo, tenho de admitir que de forma inconsciente coagi-me a mim próprio a não publicar fotos desse tipo.

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  Eh pah, mas porquê?! Isto só pode ser uma qualquer fobia. A tal homofobia...

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  Mas então o que é que causa esta homofobia?

  O que é que de tão grave acontece em nós, que faz com que um heterossexual como eu que gosta e aprecia muito - e não é demais frisar este muito - de espécimens do sexo feminino, tenha agora medo e preocupe-se com isto?

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  Estive a pensar e cheguei a uma possível teoria. Eu penso que este problema exista devido a uma profunda falta de confiança em nós próprios, não apenas relativamente a este assunto mas em relação a tudo o que nos rodeia.

  Senão vejamos:
  Nós homens, sabemos perfeitamente que bem lá no fundo, nós temos fraca resistência às vendas agressivas. E a prova disso mesmo é que estamos constantemente a comprar sapatos que nos magoam os pés, calças que não se ajustam na perfeição ao nosso corpo, etc...

  Nós sabemos que é errado mas ainda assim, somos compelidos a comprar.

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  Ora, perante isto, os homens pensam:
  -"Bom... é óbvio que eu consigo ser facilmente convencido por alguém a fazer e a comprar seja lá o que for."

  E se eu algum dia, acidentalmente claro, entrar numa qualquer loja com conteudos mais ou menos homossexuais, pensando eu que se trata de uma vulgar loja de sapatos, e o vendedor se virar pra mim e disser:

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  -"Se faz favor, segure aqui a mão deste senhor, e ande um pouco pela loja, só pra ver se se sente confortável... Não se preocupe, é sem qualquer obrigação, sem nenhuma pressão. Apenas experimente... ... E agora, gostava de o ver calçado com uma sandalinha?"

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eh pah, sinto-me: homofóbico
Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2007

Encontros Falhados

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  O que é que tu fazes quando no fim de um encontro, tu já sabes que não queres voltar a encontrar-te mais com aquela pessoa... para o resto da vida?

  O que é que tu dizes quando te estás a despedir dela? O que é que dizes?

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  Independentemente do que digas, também não interessa muito porque vai ser sempre mentira.
  -"Bom... então, até qualquer dia. A gente vê-se por aí... Se tu estiveres aí, e eu estiver aqui, eu vejo-te por aí... mais ou menos nessa zona... aí. Tu irás estar com outras pessoas, mas estarás a ver-me porque tu irás estar por aí."

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  -"Tem cuidado contigo. Fica bem." - Tu costumas mesmo dizer isto a alguém?
  -"Cuida-te, tá!? Tem cuidado contigo. Porque eu não vou cuidar de ti. Por isso, tu devias realmente cuidar de ti."

  Quer dizer, mas afinal para que é que serve todo este paleio?!
  -"Ah e tal, tem cuidado contigo. Fica bem." - O que é que isto significa?

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  Porque o que na realidade te apetece mesmo dizer é:
  -"Põe-te a monte!" - não é?!
  É isto que tu queres dizer:
  -"Põe-te a andar, pah! Desampara-me a loja, foda-se!... que chatice do caralho!"

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eh pah, sinto-me: com pressa de sair
Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2007

Lojas que Mudam

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  Há sempre aquele local, uma localização específica onde uma qualquer loja de comércio tradicional, muda constantemente de mãos.

  De certeza que toda a gente já viu algum caso semelhante nas redondezas de onde reside.

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  Ele é uma loja de roupas em pele, depois é uma gelataria, agora é uma loja com produtos para animais... quer dizer, é que aquilo não pára!

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  Aquele é um sítio que está constantemente a mudar de dono e de tipo de loja, para no fim ninguém conseguir fazer ali o seu negócio. Não há qualquer hipótese de ter sucesso naquele lugar específico. É como se fosse uma espécie de Triângulo das Bermudas do Comércio a Retalho que se abateu naquele sítio, não é?
  As lojas abrem e de um dia pro outro, simplesmente desaparecem sem deixar rasto. Ninguém sabe muito bem o que lhes aconteceu ao certo.

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  E por falar em Triângulo das Bermudas, não sei se estão a par das teorias horripilantes que envolvem este fenómeno, e não... não me venham com a piada de que o segredo está no tamanho dos calções, ou que o triângulo não é exactamente de umas bermudas, sendo mais uma espécie de triângulo conal, pertencendo este, a uma proscrita e posteriormente exilada prostituta, ainda dos tempos da Revolução Francesa que nunca mais foi encontrada e que terá jurado vingança aos homens e de fazer desaparecer tudo aquilo que se assemelhasse a máquinas e brinquedos com os quais eles gostassem de brincar, fazendo-o da única maneira que sabia, ou seja, abrindo muito, muito, as pernas!...

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  Enfim, nunca chegaremos a saber ao certo, no entanto as teorias mais comuns apontam num outro sentido.
  Todas as teorias referentes a este fenómeno do triângulo, referem que muito provavelmente serão casos típicos de simples abdução. Pois é meus amigos, estes são os factos.

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  E perguntam vocês com um grave semblante de bovino mal apetrechado em vocábulos de natureza cosmozóica:
  -"Oh Kumkaneco, então mas que merda é essa de adu... ab... abdu quê?!... Foda-se lá pro caralho... mas afinal que raio de palavras é que andas pra aí a usar!?..."

  Pois eu respondo, meus caros. Abdução, ou em português arcaico (hehe, pra vocês entenderem) rapto por extra-terrestres.

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  E eis aquilo que eu acho que realmente aconteceu.
  Os respectivos donos das lojas, começam a sair de um grandioso e luminoso fundo em formato de abóboda que se abre calmamente diante deles. Trata-se nada mais nada menos, que a entrada principal da nave-mãe extra-terrestre muito parecida com aquela do filme "Encontros Imediatos".
  O fumo dissipa-se lentamente e saem de lá todos estes donos de lojas aparentemente desaparecidos, e saem confusos e ao mesmo tempo maravilhados com tudo aquilo que vêem à sua volta, enquanto se questionam:

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  -"Ena. Mas eu pensava que aqui havia mais clientes, pah. Afinal... Porra, esta merda está deserta, caralho!..."

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eh pah, sinto-me: uma prostituta extra-terrestre
Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2007

O Complexo da Nudez

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  Porque é que é assim tão dificil, diria mesmo desconfortável, estar nú?!

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  Na minha modesta opinião é porque quando tu estás vestido, tu podes sempre fazer aqueles pequenos ajustes que as pessoas normalmente gostam de fazer quando se olham ao espelho...

  Tu acabas por sentir que estás um pouquinho mais composto e até quiçá, mais atraente:
  -"Sim, sim... muito bom!" - enquanto puxas a lapela do casaco pra cima e pões as mãos nos bolsos e dás um jeito às calças.

  Tu sentes-te bem parecido e estás de bem contigo e com o mundo que te rodeia.

.

  Mas quando tu estás nú é como se tu não conseguisses escapar, acaba por ser uma sensação angustiantemente definitiva em que tu pensas:
  -"Bom... não há nada que eu possa fazer! Nada. Estou nú... Não me posso ajeitar, puxar algo pra cima... nem bolsos, nem lapelas nem... ... nada!"

  Tu simplesmente ficas ali, quieto e sem esboçar qualquer tipo de movimento.

.

  E é por isso que eu gosto de usar um cinturão quando estou nú.

  Porquê, perguntarão alguns de vocês, com a mente perturbada por algum teor escabrosamente sado-maso...
  Nada disso... nada disso!

.

  É porque eu sinto que o cinto (heim!?) me dá qualquer coisa. Quer dizer, eu sei que estou nú, ok? Mas sabem como é; enquanto puxamos o cinto pra cima e o posicionamos de maneira mais conveniente na cintura sentimo-nos mais descontraídos e encaramos as coisas com maior à vontade e confiança.

  Eu, particularmente, gosto de meter as mãos no cinto como se estivesse a meter as mãos nos bolsos. Aliás, se os cintos pudessem vir equipados, eles próprios, com bolsos seria fantástico, não concordam?

.

  Seria de facto o último grito em moda, se pudessemos andar por aí completamente nús e ainda assim sermos capazes de andar com as mãos nos bolsos, não é?!

  Eu acho que isso sim, iria ajudar muitíssimo, pah! A sério que acho...

.

  Isso, e estas imagens que a propósito coloco aqui já de seguida e razão pela qual resolvi fazer este post.

  Foi só com este objectivo, pah...

  Gajas boas... e nuas!

  Porque eu tinha esta fotos que queria compartilhar convosco e não sabia como, e foi então que resolvi fazer este post...

  Pois foi... ...

.

.

  Humpf... Apanhei-te!

.

 

eh pah, sinto-me: excitado

Intolerâncias

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  A propósito do referendo que se aproxima...

  Há claramente uma dificuldade em discutir o assunto sem intolerâncias e visões curtas... deixo aqui este video que é elucidativo da intolerância fanática e religiosa que existe por esse mundo fora...

.

.

  ... e já agora deixo-vos este link que aponta para o blog do Arrastão sobre o referendo. Muito elucidativo!

  Não deixem de ler os comentários que respondem ao Post aqui linkado... faz-nos lembrar a intolerância presente no video acima.

  É assustador, pah!...

.

 

eh pah, sinto-me: assustado
Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2007

Os Primeiros Primeiros Socorros

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  Não, caros leitores, não foi uma gralha no título do post, é mesmo assim.
  E isto simplesmente pra vos perguntar uma coisa. Como é que vocês acham que teriam sido os primeiros socorros à centenas de anos atrás?

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  Quer dizer, como é que imaginam que aquilo era?!

.

  Eles não tinham médicos, nem medicamentos, não possuíam nenhuma tecnologia, nem tão pouco equipamento. Basicamente, o que eles faziam de diferente e que os identificava como sendo dos primeiros socorros, era o facto de eles serem os primeiros a chegar ao local.
  E era assim, isto eram os primeiros socorros.

.

  Eles sentavam-se contigo... E era tudo o que podiam fazer.
  -"Oh, Oh... senhor socorrista! Pode ajudar-me?"
  -"Não, nós não podemos ajudá-lo!... ... Nós fomos os primeiros a chegar aqui, não sei se você sabia disso. Está a ver ali aquela carroça? Aquela que diz 'Primeiros Socorros' nas selas dos cavalos?! É o nosso transporte. Nós chegamos sempre muito antes que os outros, pah!..."

.

 

eh pah, sinto-me: aflito
Terça-feira, 9 de Janeiro de 2007

Homens - Tudo em Prol de um Engate

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  No que concerne ao engate de gajas, os homens protegem-se e normalmente dão sempre cobertura uns aos outros.

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  Não sei se já repararam - e este repararam é dirigido aos elementos do sexo feminino que me estão a ler - que nós os homens alinhamos sempre em planos arquitectados ou mesmo improvisados à ultima da hora, desde que sejam com o objectivo de ajudar o próximo a levar a tipa loura de mamas volumosamente opulentas para um qualquer quarto de uma pensão barata.

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  Se um homem de repente tem a oportunidade de convencer uma miuda gira a ir pra cama com ele, e se a possibilidade de isso acontecer, depender do desenrrascanço mais ou menos atabalhoado de um outro indivíduo do sexo masculino, então a miuda não tem hipóteses e acaba invariavelmente na posição horizontal a emitir grunhidos do tipo:

  -"Uuuuiiii, Aaaaai, seu garanhão... Ui... dá-me mais... Dá-me por trás que não é pecado!"

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  Mesmo que sejam dois tipos que nunca se conheceram antes na vida, vai sempre existir ali uma entreajuda. É assim que funciona o código genético masculino.

  E não importa o quão importante é por vezes o compromisso ou a missão em que se está envolvido. Tudo vale, tudo é permitido desde que haja uma chance ainda que remota de dar uma queca...

.

  Por exemplo, a maioria das vezes em que os tipos da NASA adiam a contagem decrescente para o lançamento de um vaivém espacial é porque provavelmente um dos astronautas conheceu alguma gaja boa no caminho para a rampa de lançamento.

  Os tipos adiam a coisa só pra ver se ele lhe consegue dar a volta e cantar a canção do bandido.

.

  Ele está encostado ao foguetão numa pose cool, enquanto fala com ela:

  -"Então, ouve lá, oh miuda. Quando eu voltar da viagem, o que é que achas de... tu e eu... quer dizer, nós... irmos tomar um copo juntos, aí a qualquer lado?... Íamos aí a um sítio qualquer porreiro e tal, beber uma Fantazinha de Laranja?! Que tal, Ahhhh?!..."

.

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eh pah, sinto-me: um engatatão
Segunda-feira, 8 de Janeiro de 2007

Alarmes para Carros

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  Parece-me a mim que os alarmes dos automóveis são concebidos de tal forma que o carro se comporta como se fosse uma pessoa nervosa que estivesse a ter um qualquer ataque de histeria.

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  Se alguém chega perto, se alguém perturba o ar que circunda o veículo, então aquilo começa:
  -"Aaaaaaahhhhhhh!" - Luzes a piscar sem parar, como se fosse um chanfrado num estado de completo transtorno.

  Ora nem toda a gente quer atrair assim tanta atenção para si, nos quais eu próprio me incluo.

.

  Não seria agradável se nós pudessemos ter um alarme que fosse um pouquinho mais subtil?

  Por exemplo, se alguém tentasse arrombar o veiculo, aquilo simplesmente fazia:
  -"Aham. Ahamm. Cavalheiro, desculpe?!..." - eh pah, o que eu gostava de ter um alarme automóvel assim...

.

 

eh pah, sinto-me: alarmado
Domingo, 7 de Janeiro de 2007

Quando Uma Relação Termina

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  Num casal que já tem uma relação estável e partilha amigos e eventos sociais, etc, no momento em que a relação chega ao fim, o que se deve fazer?

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  Por exemplo, a relação termina e na semana seguinte eles têm um compromisso importante onde devem comparecer e para onde foram convidados como casal, qual a atitude a tomar?...

  Quem é que deve desistir de ir, se é que alguém tem de desistir?

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  Pois é... nunca tinham pensado nisso, né?! Eu só vos trago merdas pra vos foder a cabeça pra vocês terem de pensar, caralho...

.

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  Bom... de qualquer forma e no caso de ser ELA a terminar a relação com ELE, há quem defenda que ELA é que devia de desistir, isto porque, ELE é que é o falhado. ELA terminou a relação e ELE queria continuar portanto ELE é que saiu a perder, está mais triste, e é o que precisa de continuar com a vida, de fazer novas amizades e receber o apoio dos amigos. Certo?!

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  No entanto existe uma corrente de opinião contrária, que politicamente tem uma visão mais belicista da sociedade que defende que, ELE é que deve desistir de ir, já que ELA é que foi a vencedora... ELA saiu vitoriosa da relação tendo sido ELA a tomar a decisão de acabar, e portanto aos vencedores são devidos os respectivos despojos de guerra!...

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  -"Yaaahhhhh..."

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eh pah, sinto-me: despojado
Sexta-feira, 5 de Janeiro de 2007

Fazer Zapping

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  Estava eu no outro dia a ver televisão, quando dei por mim agarrado furiosamente ao comando e a mudar freneticamente de canal. Está bem que a programação não ajudava mas o comportamento que eu estava a ter não era de todo em todo muito saudável. Basta lembrar (isto para aqueles que foram ver) o filme Click....

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  Este pensamento fez-me perceber que o mal não era exclusividade minha. Existem mais pessoas que padecem da mesma doença que eu e se virmos bem quase todos são homens.
  Sim, os homens mudam de canal mais vezes que as mulheres, penso eu de que.

  Os homens a partir do momento em que têm um controlo remoto nas mãos, nem precisam de saber o que raio estão a ver na televisão.

.

  Nós simplesmente continuamos a carregar no botão:
  -"Reposição... é chato... não me apetece ver..."
  -"O que é estás a ver, amor?" - pergunta ela.
  -"Não quero saber, só sei que tenho de continuar."
  -"Hei, quem era aquele?..."
  -"Não sei quem era - deixa lá, a culpa não é tua. Também não interessa nada, eu é que tenho de continuar a carregar."

.

.

  As mulheres não fazem isto. A bem da verdade, as mulheres param... por um bocado, e só depois é que continuam.
  -"Ora bem, deixa cá ver qual é o programa que está a dar antes de eu mudar de canal."

  No fundo, estas acções enquadram-se em algo muito mais complexo. Tudo está inscrito no nosso código genético e na maneira como os nossos ancestrais encaravam a vida.

  Os homens simplesmente voam. Já as mulheres gostam de ficar, ou seja, fazem o ninho enquanto os homens caçam. E é por isso que nós vemos televisão de maneira diversa.

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  Antes de existir esta treta toda dos canais e dos controlos remotos, antes mesmo de existir televisão, os Reis e os Imperadores e os Faraós e gajos assim, tinham uns tipos que eram chamados de 'contadores de histórias' que obviamente estavam ali para lhes contar histórias, porque esse era o entretenimento deles.

  Eu sempre me questionei, se nessas épocas, eles teriam assim, tipo, trinta e tal 'contadores de histórias' todos ali em filinha de maneira que pudessem circular e trocar de posição.

  Seria uma coisa mais ou menos assim:

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  -"Muito bem, começa-me a contar uma história... o que é que se passa? Não me apetece ouvir mais. Cala-te. O próximo que chegue à frente... De que é que estás falar? Há alguma rapariga nessa história?... Não? Então cala-te. Próximo... O que é que tens aí pra me contar? Eu também não quero ouvir essa treta. Cala-te. Não, passa à frente. Tu... sim, tu. O que é estás praí a falar?... Mas não quero - olha bem pra minha boca - eu... não... quero... ouvir essa MERDA!... OK?!... Não, não, não, todos vocês, saiam daqui. Eu vou-me deitar. Foda-se..."

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eh pah, sinto-me: telecomandado
Quinta-feira, 4 de Janeiro de 2007

Ainda a Passagem de Ano

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  Eu acho que as mulheres ficam muito mais excitadas com a ideia da Passagem de Ano do que os homens.

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  E isto porquê?!
  Ora se pensarmos bem acerca deste assunto, conseguimos perceber exactamente o porquê disto.

  O que é que tu fazes na Passagem de Ano? Ficas bêbado e fazes uma série de promessas que não vais cumprir.
  Ou seja, no fundo, no fundo... os homens fazem isto durante o ano todo e daí a falta de excitação provocada pelo facto de ser pouco estimulante já que não se trata de algo novo.

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  Trata-se de algo a que vulgarmente designamos de namorar.

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eh pah, sinto-me: muito bêbado
Quarta-feira, 3 de Janeiro de 2007

A Minha Passagem de Ano

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  E pronto, sem que tenhamos dado por isso mais um ano que passou e felizmente pra nós que acabou aquela semana que medeia entre o Natal e o Fim de Ano em que toda a gente procura desesperadamente uma festa de fim de ano onde possa estar.

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  Eu andava assim até que fui convidado a passar o reveillon em casa de familiares da miúda, rodeado de pessoas que conheço bem e outras que nem por isso numa festa com mais de uma dezena e meia de indivíduos e em que só os anfitriões é que verdadeiramente conheciam toda a gente e que por isso mesmo estavam devidamente integrados e animados.

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  É claro que depois, no momento das doze badaladas toda a gente começou a correr com o copo na mão na direcção uns dos outros e pra junto de alguém que conhecessem suficientemente bem que pudessem abraçar e dizer:

-“FELIZ ANO NOVO, PAH…”

.

  O problema foi que, no meu caso, a coisa não foi bem assim… no meio da confusão não consegui vislumbrar o tal anúncio da cerveja Super-Bock Abadia que supostamente me serviria de referencia para o momento crucial, nem tão pouco ouvi as respectivas badaladas já que estava juntamente com o anfitrião e outra pessoa a tentar em vão, abrir um daqueles canudos que explodem confettis e rolos de papel pra cima da cabeça das pessoas ao bom estilo das épicas finais da Liga dos Campeões.

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  Ora bem… aquilo tornou-se repentinamente bastante complicado já que os canudos foram distribuídos em cima da hora e enquanto mudávamos de ano sem nos apercebermos disso, eu estava ainda a ler o caralho das instruções e a miúda me dizia que era preciso arrancar o selo de segurança que estava colado, enquanto o anfitrião gritava como louco nos meus ouvidos:

.

  -“Mas eu não tenho… EU NÃO TENHO!...”

  E eu:

  -“Mas não tens o quê, caralho?!”

  -“Eu não tenho… UNHAS!... UNHAS, PAH… e agora?! Como é que eu tiro o selo?”

  -“Oh pah, quem não tem unhas, não toca guitarra nem arranca selos de segurança de canudos de confettis em festas de fim de ano…” - disse eu com um ar bastante informado - "Olha, arranca à dentada!" 

.

  E de repente alguém disse:

  -“Já passou, caralho… olha já foi!... Foda-se!...

  E eu:

  -“POFFF…”

.

.

  E aquela merda disparou e começou a cair confettis na cabeça das pessoas e a entrar nos flutes de champagne entretanto já cheios de Raposeira do Lidl… e eu pensei para comigo:

  -“Foda-se… a passagem de ano foi como o resto do ano. Passou a correr e eu nem reparei…”

.

  E lá fui eu à procura de um copo de champagne e de um beijo rechonchudo da minha namorada e lá me consolei.

  Como viram foi fenomenal e deveras hilariante.

.

  Depois disso e após a primeira debandada da autoproclamada malta “sénior” à 1 da manhã, os restantes sobreviventes entre os quais eu, cantamos umas musiquitas de karaoke enquanto tentavamos em vão ouvir a musica dos ‘Contentores’ dos ‘Xutos’ porque alguém foi comprar o filha da puta do cd pirata na feira dos ciganos e este vinha riscado e não tocava, e daí que tivemos de nos contentar com a pimbalhada do costume. Se bem que aquela musica do ‘Meu Amigo Charlie Brown’ fez realmente sucesso, logo seguida do ‘Quando A Cabeça Não Tem Juízo’ e do ‘Conquistador’ dos ‘Da Vinci’, isto enquanto fazíamos o comboinho às três da matina, ao som de ‘Bonga’.

.

  Pra acabar em beleza, um joguinho interessante em que tínhamos de colocar as patorras e as mãos nuns círculos coloridos entrelançando-nos de forma bastante embaraçosa nos outros intervenientes do jogo fazendo umas ricas figurinhas enquanto alguém filmava tudo para a posteridade.

.

  Ora, apesar de tudo isto, o anfitrião no dia seguinte fez logo saber aos primeiros que prematuramente abandonaram a festa, que a dita só terá tido verdadeiro início após a saída destes… tendo estes perdido a espectacularidade destes momentos.

  Está bem visto, sim senhor…

  Tudo ficou devidamente registado em vídeo, e prometo que qualquer dia destes mostrarei aqui algumas imagens para gáudio de vocezessss.

.

  Mas se querem mesmo saber, devo dizer que para mim o ideal teria sido alugar dois ou três dvd's sendo que um deles podia até ser um filme porno, enquanto festejávamos novamente a passagem do ano novo nas Ilhas Caimão às 5 da matina, com muito álcool e com abraços bastante afectuosos acompanhados de maior ou menor quantidade de vómito.

.

  Isso sim, seria verdadeiramente espectacular e daria o toque final numa festa de arromba, caralho!…

.

eh pah, sinto-me: perdidinho de bêbado
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