Quinta-feira, 8 de Junho de 2006

Poesia Fodida

 

  Deitada sobre a mesa áspera, a camisola enrodilhada nos ombros, sentia o corpo ir e vir ao ritmo selvagem da besta que a invadia:


  -"Sua puta, vou-te rebentar essa cona toda!"


  Queria fugir dali. Fechar a mente, esquecer-se da humilhação, da vergonha, do homem que assim a tomava rude, violentamente.
  Fechou-se sobre si, deixou o olho da memória perscrutar, fugaz, a solidão do corpo. O homem virou-a então, a pele áspera das mãos nas suas costas, o sexo molhado e tenso que lacrimejava entre as pernas dele:


  -"Cabra de merda, não gostas? Agora é pr'os entrefolhos."


  Lembrou-se de como fora feliz em Londres, das brumas da Cornualha, pensou nas palavras mais estranhas de que se pudesse lembrar, onomatopeia, obnubilar, seráfico, priapismo. Fez de tudo, mas de tudo mesmo, para que não se lhe pudesse ver no rosto o mínimo... prazer.

 

 

eh pah, sinto-me: um fodilhão

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