Já várias vezes postei aqui algumas cagadas sobre dicionários e conversações para várias línguas mas nunca me debrucei sobre algo que aparentemente não tendo grande significado, acaba sempre por ter alguma importância. Estou a falar obviamente da entoação que damos à forma como transmitimos as ideias.
Ora bem, se eu me virar para a Luisa e disser “adoro-te muito, és a melhor pessoa que conheço” em alemão, vai soar como se tivesse dito “foda-se, caralho, puta que pariu, vou-te ao bujão não tarda nada!”. Agora se disser em francês, parece que disse “amo-te muito, vou-te levar aos alpes e casar-me contigo lá, meu requeijão fresco”. Tem tudo a ver com a entoação.
Já percebemos portanto que a tal entoação está intimamente ligada com a língua que escolhemos para falar e assim expressar os nossos diferentes sentimentos.
Este pormenor desencadeou o interesse de um pequeno grupo de cientistas, liderado pelo professor Shigeru Watanabe, analista em Psicologia Biológica (puta que pariu, nem sabia que existiam psicólogos biológicos), que realizaram uma série de experiências com sete pardais, sendo que estes foram divididos em dois grupos.
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E o que é que eles fazem?
Chegam-se ao pé de um bicho qualquer, dão-lhe o cubo mágico e depois dizem “faz essa merda, filha da puta” em 8 línguas diferentes. Depois no fim receitam Xanax e anti-pulgas.
Apesar dos resultados da experiência nunca terem sido divulgados, fiquei a pensar na merda do assunto, enquanto olhava pro monte de esterco que cobria o pára-brisas do automóvel. Mais um cabrão de um pombo que tinha acabado de cagar em cima do meu carro e que ainda por cima tinha sido lavado há menos de 2 meses. Filha da puta de azar.
Tenho que arranjar solução pra esta merda. É que pra além de cheirar mal como piças acabadas de enrabar puta fina, dá um mau aspecto do caralho pra engatar as miudas.
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Pus-me a pensar. Ora um verdadeiro cientista faz primeiro as experiências em ratos (ou ratas, ou rotos, dependendo do que tamos a falar) e só depois é que passa para o homem (ou pra mulher, consoante aquilo que for mais agradável - pode haver panilas a ler esta merda e eu não quero ser racista em relação à cor do caralho que eles levam pela peida acima).
E assim fui pra casa resoluto a fazer a tal experiência com pardais pra depois aplicar aos cabrões dos pombos. Fui pró jardim e no meio das árvores pus-me a gritar “morre, filho da puta, vai cagar noutro estendal” em 8 línguas diferentes, para bichos diferentes, incluindo o meu cunhado que é um bicho bem à sua maneira...
Uma ideia leva à outra e por essa altura já me sentia um verdadeiro cientista com uma mente poderosamente perspicaz. Essa cena do cientista já me tava a excitar e até comecei a sentir umas coceguinhas na cabeça do caralho. Olhei pro lado e vi a loura boazona da vizinha e peguei na ideia dos animais e desenvolvi uma nova e revolucionária teoria, enquanto esgaçava o pessegueiro mesmo ao lado da macieira que me tava a fazer sombra.
E a teoria consta do seguinte:
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A mulher só precisa de quatro animais na vida dela. A saber:
- um Jaguar... na garagem,
- um vison... no pescoço,
- um tigre... na cama
- e um burro... para lhe pagar as contas...
De repente uma maçã cai da macieira e acerta-me mesmo em cheio na moleirinha, e eu digo:
- Foda-se pró caralho. (Pensei para comigo). Sou mesmo um gajo esperto. Só foi pena que a maçã me tenha acertado com alguma gravidade... na cabeça da piroca!
Resultado: Vim-me logo... embora!
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