Terça-feira, 1 de Abril de 2008

Os Meus Vizinhos

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  Há uma vizinha minha que é boazona até dizer chega e cheia de estilo como se fosse uma manequim... Mas havia algo nela que me intrigava... Sempre que passava por ela, relatava-me de uma forma mais ou menos informal... o tempo.

  -"Pois é vizinho, isto hoje à noite vai chover" - enquanto lambia sumptuosamente os lábios ou então... "...Parece que vai estar um calor insuportável neste fim de semana", enquanto passava as mãos pelas mamas e soltava um leve suspiro...

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  ...ou ainda... "...As bolas de granizo que caíram ontem à noite são quase do tamanho da minhas bolas chinesas, bolas!..."

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  Ao que eu respondo... "Muito obrigado pela informação e bom dia!..."

  Bolas chinesas?!...

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  Mas enfim, ontem descobri o porquê desta converseta toda. É que a tipa andava a ser comida por um metereologista...

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  Andava disse eu e disse bem porque parece que já não anda.

  E perguntam vocês: "Mestre, como é que sabes isso, carago?!"

  E eu respondo-vos.

  Porque fui abordado pela gorda da coscuvilheira da vizinha do 2º Direito Sul que literalmente me abalroou enquanto eu tentava em vão entrar dentro do prédio com a minha chave defeituosa porque me tinha esquecido da original lá dentro.

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  Segundo ela, a gostosa não gostou nada da forma como o amante metereologista lhe disse que o tempo ia piorar com ventos fortes a soprar de leste e uma ondulação marítima de 4 a 5 metros de nor-noroeste. É claro que a temperatura mínima teve uma quebra ainda mais substancial quando logo a seguir ele lhe disse que não ia deixar a esposa legítima para ficar com ela.

  O tipo saiu pela porta fora com um acentuado arrefecimento nocturno encima dele que era visível na tromba da porca.

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  -"E sabe o que aconteceu a seguir, sabe, sabe?!... Hãaa...?! SABE?!..." - perguntava insistentemente a matulona que estava quase encima de mim enquanto eu me esforçava em vão por abrir a porra da porta e livrar-me da cusca...

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  -"O metereologista nunca chegou a casa..." - disse ela com um olhar assustador e algo tresloucado como que a sugerir algo de tenebroso e obviamente ilícito. Uma aura de mistério invadiu o lobby da entrada do meu prédio. Poético, não?! Também achei...

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  Entretanto já atrás de nós se encontravam mais 4 ou 5 cuscos a tentar descobrir o fim da história em vez de estarem preocupados em ajudar-me a abrir a porta!

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  Nisto, chega a tipa do metereologista de que estávamos a falar. Chega de taxi. Sai do veículo, paga ao motorista, olha para nós amontoados ali à entrada e calmamente dirige-se para a porta com um sorriso nos lábios e a abanar os quadriz de uma forma como só faz uma gaja que sabe que seduz. Tira a chave da carteira e toda a gente olhou. Uma calma e uma serenidade, transbordavam da sua elegante e sedutora silhueta com uma mini-saia ousada e blusa muito decotada.

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  Abre a porta, vira-se pra nós e diz com um olhar penetrante:

  -"Amanhã vai estar bom tempo... ao contrário de hoje!... Tende cuidado!... Anda aí uma morrinha de chuva molha-tolos, que faz muito mal à saude..." - entrou e foi-se embora.

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  O espanto foi tal que deixamos a porta fechar.

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  Ora foda-se. Voltamos a ficar presos cá fora.

  Depois de um silêncio embaraçoso, a gorda do 2º Direito conclui com um pensamento deveras profundo.

  -"Viram, viram?!... O meterologista não chegou a casa porque teve um acidente de automóvel... Cá pra mim foi esta puta que lhe cortou os freios dos travões..."

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  Eh pah descontrolei-me e acto contínuo atiro-me à gaja e vou de agarrar o pescoço seboso da tipa enquanto o resto da malta me tenta puxar pra trás... "CALA-TE, PUTAAAAAHHH!!! Já não te posso ouvir minha cusca do caralho!"

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  Enfim, lá veio a polícia e assim abriu-se a porta. Cada um foi pra seu lado, não sem antes ouvir a gorda a contar ao agente ainda em tom teatralmente sufocante a descrição pormenorizada de como eu tentei matá-la com uma motoserra numa mão, ao mesmo tempo que tentava violar aquele lindo e esbelto corpinho...

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  O que vale é que já era a terceira vez que isso lhe acontecia... naquela semana.

  O agente mandou-me discretamente embora enquanto ficou a aturar a psicótica.

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  Puta que pariu lá esta treta...

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  Nota Mental:

  Cortar o freio dos travões ao carro da vizinha do 2º Direito...

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eh pah, sinto-me: com os nervos em franja
Terça-feira, 25 de Julho de 2006

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